7 de novembro de 2012

Ainda sobre camas

Andamos à procura da cama ideal, ou pelo menos da cama certa. Como sempre as opiniōes dividem-se e tal conceito de perfeição como sempre é utópico.
O Charlie vai querer dormir aninhado ou querer um modelo em que se possa esticar? Escolhemos um almofadão ou aquelas camas mal estruturadas? Vale a pena apostar num tecido bom e resistente, ou não faz diferença porque o terrorista vai atacar tudo com todas as suas forças?
Uma coisa é certa e pouco varia: o preço! Caríssimas as camas, que roubalheira! Se me garantissem que eram à prova de dentada e amor ardente eu juro que pensava duas vezes, mas de outra maneira não, recuso-me!!

Até agora o Charlie tinha uma camita plástica rígida com uma almofada dentro. Resistiu tudo até agora, incluindo a almofada, mas já é tudo mínimo e inadequado. Para se deitar na cama engole o estômago e esmaga tudo o resto com certeza!
Enquanto andamos indecisos e à procura, recebeu uma de polar da avó que imediatente desfez! Até à próxima fica com o seu cobertor de papa, já com os buracos que lhe fez... E com este frio espero que chegue!!

Puff, assim se foi a cama nova

A avó ofereceu a cama nova ao Charlie no domingo. Aproximadamente 1h depois de lhe tocar estava boa para estrear o lixo.
Como se nada fosse dormia sossegadamente nela, como se nada se tivesse passado. Sonso malvado!!

Falha nossa que não tomamos conta da criança quando lhe demos a camita de inverno... Mas não caio no mesmo outra vez!! A próxima vai ter um período de reconhecimento vigiado e controlado!! A ver vamos!

24 de outubro de 2012

hilariante

Não são cães são gatos, mas quem me conhece sabe bem que também sou fã destas bolas de pelo, ariscas e com muita personalidade (entenda-se garras)! Vale a pena ver isto para uma risada, que encontrei aqui. Qual o vosso preferido?
ps. Imagino a Nala (gata da minha mãe) atirada para uma cama elástica e parto o côco a rir com a ideia do furiosa que ela ia ficar!!

23 de outubro de 2012

passear sempre com trela

Ora ontem falei nos básicos de um passeio à rua, e para mim é tão óbvio que não mencionei, mas às vezes parece que o que é óbvio para nós passa despercebido ao senso comum de muitos. E com isto quero alertar para o uso da TRELA!
Há trelas de todos as cores e feitios, se não gostam de estrafegar o vosso cão e vos faz confusão a sofreguidão com que passeiam às vezes, das duas uma: ou compram uma trela peitoral ou ensinam o vosso cão a passear "junto" e a não puxar. Eu pelo sim pelo não opto pelas duas, o Charlie só ainda não tem a peitoral pois ainda está em fase de crescimento e prefiro comprá-la quando ele tiver tamanho suficiente para essa trela durar, sem a ter que trocar em 2 meses.
Mas não perdendo o fio à meada, lembro-me de uma série de razões pelas quais passear os cães com a trela não só é útil como essencial!
Pensando nos vossos cães:
- Evitam que vos fuja e corra descontrolado para onde vocês não o apanham caso queira perseguir um cheiro, um trilho, um som, ou até uma namorada em potência.
- Evitam que seja atropelado se decidir saltar tipo relâmpago para a estrada ou para a frente de um carro.
- Evitam que rasgue a saia de alguma senhora que passe e que seja mais cintilante de forma a chamar a atenção, ou que roube o pedaço de pão que o menino leva na mão quando regressa da escola.
- Evitam que abocanhe alguém ou que coma restos e porcarias que estão espalhados pelo chão (particularmente crítico com o Charlie).
- Evitam que faça a sua cocozada escondidos ou em sítios onde nós não chegamos, e assim não há o perigo de não a conseguimos apanhar.
Na verdade, quase todas estas coisas podem igualmente acontecer, basta irmos distraídos e confiantes, que com um puxão valente o cão bem nos pode surpreender. Mas, com a trela na maioria dos casos tudo isto se evita e o passeio tem uma maior probabilidade de correr bem, de ser controlado e sem surpresas desagradáveis.
E "o cãozinho não morde", boa desculpa! Pois não costuma morder, mas issoo é até ao dia que o chatearem ou que lhe der uma coisinha má porque infelizmente os azares acontecem. E até pode ter sido porque alguém o irritou, mas se estiver ao pé de si, talvez não aconteça porque você não deixa.
E se agora pensarmos nos outros, quão desagradável não é ir na rua e ser surpreendido por um cão que corre desvairado. E quando pisamos caca que não foi apanhada, não é uma real seca? E quando até vamos a passear o nosso cão e vemos um cão que vem solto e é o dobro do nosso?
Por todas as razões e mais alguma, usem a trela meus caros! Dá um jeitão e todos agradecem!
Para mais vantagens vejam o blog da Trela e  Companhia, como sempre ensina-nos e está cheio de bons conselhos!

22 de outubro de 2012

passeios à rua - o básico

Live and learn, somos nós e os passeios com o Charlie. Quando vamos num passeio de tarde inteira vamos mais apetrechados mas quando a voltinha é perto de casa para "esticar as pernas" e "aliviar águas e demais" o básico chega. E o que é o básico para vocês?
Para nós é sacos de cocozada (essencial embora nem todos os reconheçam infelizmente!) num bolso, um ou dois biscoitos noutro e a chave de casa onde couber. A minha normalmente vai ao pescoço mas quem preferir personalizar pode sempre usar uns porta-chaves Bone que descobri no facebook da Algodão Pintado.
E vocês o que levam?

regresso ao passado

Este fim de semana o Charlie foi dormir à avó. Tal qual um baby foi passar 2 dias e 1 noite fora que os pais donos tinham uma agenda muito agitada e super ocupada e não lhe iam conseguir prestar atenção.
Sábado de manhã "ensacámos" tudo: desde os pratos da água e da comida, a biscoitos, a saquinhos dos cocós, à manta, aos brinquedos, e fomos deixar o cachorro à avó materna, que diga-se de passagem vive para o mimar! Mal chegámos percebemos logo que nos tínhamos esquecido... da comida! Como é possível, é essencial, é um saco grande, e ficou para trás. Nada que frango e arroz, que há sempre em qualquer casa (ou pelo menos é facílimo de arranjar), não resolva, e assim foi!
Fomos ligando para saber como estava o Charlie; na verdade mais para saber como estavam a sobreviver a avó e a casa da avó! E estava tudo bem claro! E com saudades... só mesmo nós.
Soube bem mas soube a estranho, estamos tão habituados ao Charlie que ele já faz falta e não o ter por perto quando voltamos a casa é anti-natural!

home alone

Hoje foi o primeiro dia que deixámos o Charlie sozinho em casa desde o episódio sangrento. E seja o que Deus quiser. Está alimentado, ficou com a mantinha de dormir e tem o colar posto, por isso tem tudo para correr bem! Mas, pelo sim pelo não, vou sair mais cedo para lhe vir dar uma olhadela e continuo a trabalhar em casa. Ou isso ou fico no lab e não faço nada pois tenho o coração e o pensamento na criaturinha de 4 patas que deixei em casa.

calmaria

Colar. Funil. Parabólica. Seja o que for que lhe queiram chamar, parece que faz milagres. O Charlie está a usar um colar, o que nunca é pelas melhores razões... mas admito que esta casa é uma calmaria desde então.
Tivemos um jantar de amigos cá em casa e éramos 8 à mesa, o que sempre foi uma festa, mas calma, e desde que o Charlie integrou a família passou a ser uma tarefa árdua e de multi-tasking para nós. Desta vez, esteve calmo que nunca visto. Adormeceu ao meu colo antes e depois do jantar quando estávamos todos na sala. Mansinho não comeu nada nem ninguém e passou por um doce para todos.
Quem não o conhece que o compre!!

18 de outubro de 2012

charlie-vampiro

Estava tudo a correr super bem com o super-cão Charlie de bibe super-homem. Sempre com vigilância desde que o fomos buscar ao Vet (haja dias de férias para tirar) ontem saímos os dois para ir comprar o Kong ao petiz. Saiu-nos caro o brinquedo pois quando chegámos a casa com a surpresa para o Charlie tínhamos uma bem maior à nossa espera... O Charlie num banho de sangue...
Era sangue no focinho, era sangue na pata, era sangue no chão, era sangue no cobertor e os donos brancos de susto por tanto vermelho derramado. Nem deu tempo de suspirar, largámos tudo, pegámos no Charlie ao colo e voámos para o Vet.
Não sabemos por onde começou... se bateu na parede, se coçou o olho... se o quê... Na  verdade nem sei se quero saber... Tenho a imagem do Charlie com o focinho todo ensanguentado tipo vampiro na minha cabeça e não quero repetir! Não houve muito a fazer... foi limpar o Charlie com compressas embebidas em soro fisiológico e água fria e carregar na dose de anti-inflamatório para que o olhito voltasse a sarar sem problemas. Isso e vir de lá com um colar, que isto de pijaminhas-sexy é prático e para cães bem comportados, mas com coçadeiras e coisas-que-o-valha o colar é mais eficaz na prevenção.
Excusado dizer que o primeiro passeio de colar foi um perfeito insucesso e as primeiras horas divididas entre a"ais Jesus" e risadas com a quantidade de pancadas que o cachorro dava por todo o lado e todas as coisas que levava atrás dele presas ao colar. Finalmente passado um dia já se está a habituar mesmo sem adorar, valha-lhe o Kong que recebeu à mesma para se distrair e ainda a dose redobrada de mimos que acaba por levar.

kong

Já tínhamos ouvido falar de brinquedos "educativos" para cães em vários sítios. Com o Charlie a fazer 6 meses decidimos comprar um para o entreter e o estimular ao mesmo tempo.
Basicamente são uns brinquedos de borracha onde podemos "esconder" uns biscoitos, portanto a brincadeira continua até que eles consigam tirar os treats para os comer. Entre diferentes marcas e variados feitios não falta escolha. Pelo que sabemos são super resistentes e valem o preço que custam, um pouco acima dos típicos brinquedos de borracha. Para além de escolher o modelo que se prefere, deve-se ter em atenção o tamanho do doggy, isso é essencial para o sucesso da brincadeira, de qualquer modo todos eles têm indicação do peso do cão para que estão adequados. São ótimos pois enquanto andam entretidos com o brinquedo não roem nada nem fazem asneirada :) E dependendo do tipo de biscoito que se põe lá dentro, o nível de dificuldade varia!
Não encontrámos o que queríamos na loja de bairro perto de nossa casa, mas um pouco de pesquisa e encontrámos em Lisboa, isto para não encomendar online pois também era possível deste modo.
Decidimo-nos por um Kong clássico, e o Charlie está a adorar! Podem procurar mais aqui.

16 de outubro de 2012

6 meses

Parabéns Charlie!

surgery 2 em 1

E já está, uma intervenção 2 em 1 feita! Fomos deixar o Charlie em jejum tal qual nós quando vamos tirar sangue ao Vet logo de manhãzinha. Como sempre ia alegre e contente e desta vez nem sabia que lhe esperava mais do que umas picas e uns biscoitos no fim.
Ficou bem entregue e nós fomos fazer tempo o resto do dia e tentar não pensar nem olhar para o telemóvel de 5 em 5 mim à espera da chamada da Ana.
A meio do dia soubémos que já estava tudo no sítio, ou neste caso fora do sítio e no balde! A glândula do olhito e os tintins! Entretanto iria acordar e ao fim do dia tínhamos luz verde para o ir buscar. Entre as 19h e as 20h podíamos ir, e para ver o nosso cachorrro chegámos logo as 19h05 tal era a vontade de o ver! Estávamos à espera de um desengonçado de colar a chocar com tudo e todos, e em vez disso sai-nos um Charlie fashion de bibe azul-rapaz. Assim que nos viu ligou o motor na cauda e também uma expressou série de lamúrias entre umas tremidelas constantes. Meio a dizer "não imaginam o que estes desgraçados me fizeram" meio a pensar "mas vocês são cúmplices, eu sei". Mesmo assim perdoou-nos imediatamente e encheu-nos de beijinhos e refastelou-se com muitas festinhas e mimos.
O resto do serão foi passado a choramingar no sofá ou ao colo dos donos com a sua mantinha polar de estimação, cheio mais cheio de mimos e festinhas. Nem comeu, nem pediu para comer. Só sorna 100% acompanhada sempre com uma mão em cima dele!!
Hoje estamos de dog-sitting!! E sabe bem um dia para nós inteiramente dedicada ao Charlie! Acordou bem disposto, inicialmente continuava um doçinho calmo e melado, por esta hora já anda a começar a piratear... embora goste do prévio estado confesso que é bom sinal!

sai às segundas

Há um blog de decoração que sigo faz anos e em que todas as 2ªfeiras há um post especial o "Monday's pets on furniture". Há sempre pelo menos (no mínimo dos mínimos) uma foto que me derrete, outra que me faz rir, outra que me faz pensar também quero, outra em que me lembro que cá em casa também é assim.
Em suma vale muito a pena. Visitem o blog aqui, e o post desta semana é este!

30h por dia

Claro que me gostava de dedicar ao nosso blog muito mais do que faço, mas por agora nem sempre é possível. De modo que na maior parte das vezes acabo por vir cá e tentar despejar de uma vez só tudo o que idealizei durante os dias que precederam a minha vinda.
Gostava de ter 30h por dia, pelo menos, e mesmo assim nunca chegaria para tudo não é? Ora bem, cá vamos nós dar mais umas lambidelas ao mundo e uns updates da nossa vida familiar com um praticamente-filhote de 4 patas.

11 de outubro de 2012

uma tarde de sono

O Charlie só visto! Numa tarde de sono deve ter vários sonhos e vai fazendo uns sons estranhíssimos, lançando uns suspiros e uns assobios. Para além disso conforme está mais embalado ou não vai se mudando algumas vezes.
Anteontem a nossa tarde foi passada assim: eu a trabalhar ao computador e ele a sornar o melhor que podia ao meu lado.

preparação pré-cão

Comparo imensas vezes ter um cachorro a ter um bebé, e embora às vezes a comparação seja exagerada, quem tem ou teve um cachorro sabe que em muitas coisas estas duas óptimas "aquisições" se assemelham bastante.
Dependências à parte, subjugação dos horários, preparar a casa à prova deles, e tantas outras coisas,  uma coisa que é preciso é aprender a lidar com a nova situação. E é pior achar que quando o cachorro entrar pela porta se aprende tudo, se nunca se teve um cão ajuda ler sobre o assunto. Claro que nem tudo é regra e cada caso é um caso mas há muitas dicas razoáveis, para não dizer bastante boas, que ajuda saber! Há imensos livros à escolha. Nós lemos este:
Para free downloads têm esta página, com um Before and After you get your puppy!
Good reading!!

passeios minados

Há um tema que nunca falei mas que me assola muitas vezes o dia-a-dia. Adoro a zona onde moramos, mas uma coisa que me irrita bastante é quantidade de caca que adorna os passeios do nosso bairro. Na minha opinião acho que não se trata mais do que de falta de educação.
Temos um vizinho que passeia 2 cães de porte grande que deixam umas cocozadas tão grandes que mais parecem de cavalos. E fazem bem, têm de o fazer, o parvalhão do dono é que não cumpre a obrigação dele e não apanha nada... Pergunto-me às vezes se ele gostará de pisar uma "prenda" destas quando vai na rua? Ou se tiver miudos se não se importa de os ter que estar sempre a afastar deste reais montinhos do mau cheiro?
No Trela e Companhia encontrei uma foto que não podia ser mais a calhar que foi encontrada aqui e que achei genial. Direta de mais para não copiar.
E se pensam ter um cão, ou se têm um, não se esqueçam que esta é uma das orbigações. Apanhar as cocozadas dele. E é mais que natural, não é nojo nenhum, antes pelo contrário. Porcaria é deixarem-na ficar no chão por onde provavelmente até vocês vão voltar a passar. É tão natural como mudar a fralda a um bebé e limpar-lhe o rabiosque, e melhor porque a última parte não têm de fazer!!

vai à faca

Lembram-se de há umas semanas temos introduzido  um dos temas "sarilhos" de ter um cão que são as mazelas deles? Voltámos ao Vet e ainda estávamos a chegar ao estacionamento quando o Tó Zé passa por nós, olha para o Charlie e solta um "vais à faca?!".
Eu nem liguei como que a desejar interiormente que não fosse preciso e que aquela inflamação no olho tivesse melhorado... mas quando a Dra. Liliana o viu disse que realmente não estava melhor, que mais pequeno só aos nossos olhos e que estava mais escuro o que não é bom sinal, e que sendo assim mais valia cortar. Uma pequena intervenção, que não custa, não é difícil mas tem de ser feita, e como de um cachorro se trata a anestesia tem de ser geral. Ora, não se morre de anestesia geral, mas também não é nada que queiramos fazer dia-sim-dia-não... e como o nosso cachorro caminha para adolescente e lhe queremos shhhhiuuu cortar os tintins shhhiiiuuu - não vá o Charlie ouvir e ferrar-me já a perna, decidimos fazer tudo de uma só vez. Assim quando acordar tem o olhito bom e está mais leve!

8 de outubro de 2012

e chegou o grómito

E eis que o Charlie nos assustou com um vómito já passava da meia-noite... Fica molinho e mimento, para 20min depois correr desenfreado) ao cheiro de arroz cozido! E cá vou eu feita mãe-galinha ligar á Vet. Get well soon please!

5 de outubro de 2012

delícia

A melhor companhia enquanto trabalhamos em casa. O sol a brilhar lá fora e este cão delicioso a sornar na varanda do escritório.

4 de outubro de 2012

dog's fashion

Não faço ideia de onde se compra, mas adoro! Não sei se é muito máscula para o meu muito macho Charlie... mas lá que gosto muito gosto!!

beagle love

Excusado será dizer que agora vejo Beagles everywhere! Até os encontro em sites que visito habitualmente e nada têm a ver sequer com animais! Uma das melhores surpresas foi o desenho estilizado de um beagle! Devia arranjar maneira de por este print na cama do Charlie para ele não dormir sozinho! E porque gostei pronto, admito!
Procurem o vosso aqui.

3 de outubro de 2012

paixão por jardins

Jardins, parques, quintais, em suma tudo se resume a uma coisa: RELVA! O nosso cão adora uma boa relvinha. Assim que a cheira começa logo freneticamente a puxar em direcção de tamanho pedaço de terra, seja ele grande ou minúsculo. O que interessa é que seja verde, "peluda" e cheire a terra.
Primeiro corre na direcção da relva, dá uns pulitos de alegria tipo-só-para-testar-se-é-real, corre um bocado depara satisfazer a alegria e depois deita-se a "bandeiras despregadas". Bem sei que esta expressão refere-se usualmente ao riso, mas eu quando o vi deitado assim pela primeira vez percebi logo que era a mesma coisa neste caso! Assim a modos que um frango com o pernil esticado para trás como se não houvesse cartilagem por lado nenhum daquele corpo. Quanto mais contacto da barriga houver com a relva melhor está o Charlie. Mas a sessão de relaxamento não demora muito portanto há que espreguiçar, levantar e snifar, que isto uma ida à relva sem direito a snifança não é digna!
Ontem chegámos os dois a casa ao mesmo tempo, antes era sempre assim e agora nunca é assim. Mas ontem aconteceu, no mesmo horário, no mesmo comboio, na mesma carruagem, tal e qual filme romântico. Mas claro está, tarde infelizmente e por isso nada de Parque aberto para o Charlie.
O Charlie passa o portão, fica a questionar-se internamente muito sossegado a olhar para lá para dentro. Da primeira vez choramingou, ontem já menos piegas aceitou o facto e seguiu comnosco para a praia. Está visto que se acabaram as nossas idas ao Parque de uma forma diária, para o ano haverá mais!

2 de outubro de 2012

horário de inverno

Oh Crap! Já começou a chegar o "horário de inverno". Ainda não mudámos a hora oficialmente mas o novo horário já se faz sentir.
Após chegar ontem a casa e de ser recebida como uma rainha pelo Charlie, com direito a beijinhos na cara toda que me fazem sempre rir e enchem de boa disposição, lá fui eu dar uma volta com ele para o compensar de ter ficado sozinho um tempão. Como ele adora ir ao jardim lá fomos nós muito direitinhos quando para meu espanto e forte admiração: i) reparo que estava uma senhora com a filha pela mão parada à porta a olhar para o o jardim; ii) quando espreito lá para dentro, através da verdação ainda sem estar mesmo à porta, vejo o jardim vazio...
Oh Clemência, Oh Tristeza! Jardim fechado = Charlie triste e choramingão. Cá está ele, chegou de masinho mas já se faz notar - eis o horário de Inverno! Vamos ver quantas vezes vou conseguir sair a tempo de ir ao jardim antes das 18h. Ou isso ou tenho que arranjar uma relva alternativa para o nosso cão se espreguiçar!
Posto isto, arregaçamos mangas e fomos passear até ao paredão da nossa praia, cheirar a maresia, e ver os passarocos que por lá se andam também a passear. Já com os bares todos a fechar e com uns quantos velhotes agasalhados a quadrilhar. A mim também me soube bem, sentar na pedra por uns momentos ao Charlie bem sei que não tanto como o parque, mas ganhou um biscoito enquanto me fez companhia, e esticou as pernas que era o objectivo também!

1 de outubro de 2012

corazon apertado

Após uns belos 15 dias de férias voltámos hoje ao trabalho, a umas belas 10h pelo menos fora de casa... e o nosso Charlie que lá ficou sozinho estas 10h pelo menos.
Aiii e o meu corazon apertadinho a pensar nele. Mas ele é valente vai aguentar as saudades, euzinha é que já não sei :) tal e qual mãe que deixa o rebento na cresce ou com os avós... com a diferença que eu bem posso ligar que ele não vai soltar uns sons ao telefone para triplo destroço do meu corazon!

ps. devo dizer que foi exemplar a nossa manhã.

Nós devíamos arranjar um cão

Repeti esta frase vezes sem conta. Até à exaustão. Esta e outras tantas com o mesmo significado. Variava entre "eu gostava tanto de ter um cão", "nós podíamos ter um cão", "eu queria tanto ter um cão nosso", "nós devíamos ter um cão". Disse, e repeti, e voltei a dizer, e disse outra vez. Mas é que eu queria tanto... Estão a ver o estilo...!
Quando conheci o D. eu tinha um cão, entretanto a minha mãe adoptou uma gata, e já tínhamos tido outros tantos, logo por aí se via que eu era uma pessoa de animais! O D. sempre teve gatos e gosta de cães o que foi logo bom sinal! Ainda namorávamos e quando víamos passar um Beagle na rua dizíamos a brincar que ia ali o Charlie o nosso cão.
Quando nesta primavera decidimos ter um cão, o que na prática foi o D. aprovar que fosse agora, veio a decisão adoptar/comprar (fica para outras núpcias a explicação) e qual o cão a ter.
As raças que estavam a "concurso" eram o Beagle obviamente, o Jack Russel porque adoramos perfidamente a Sasha de uma amiga nossa uma Jack doida e gira que só ela, e o Boston Terrier porque eu acho o cão tão feio tão feio que se torna adorável! Já ouviram a expressão "feia de magra" enfim mas é magra e o que uma mulher quer mais? Os Boston Terriers são como os Buldog Francês lindos de feios! Finalmente o D. desempatou e disse-me se é para ter que venha o de sempre o Beagle! E assim foi, íamos ter um Charlie - ckmo lhe chamavamos desde sempre.
A caminho de perto de Tomar fomos fazendo uma lista de nomes, na verdade ainda não sabíamos se era um pilinhas ou não de modo que tínhamos para todos os gostos. Supostamente para um cão estava escolhido desde sempre, mas não sei que diarreia mental me deu que no caminho disse que não a Charlie. Enfim, parvoeira e excitação de última hora é no que me dá, asneira! De tanto chamar Charlie ao longo do tempo fartei-me temporariamente... Valha-me o D. wue é um santo e calmamente lá encolheu os ombros e aceitou os meus olhos de carneiro-mal-morto (chantagem disfarçada) quando disse escolheste a raça eu escolho o nome.
Enfim, dias mais tarde com o cahorro em casa a chamar-lhe Jack nã fazia sentido! Olhava para ele e só via um Charlie desengonçado e trapalhão! And after all, Charlie it is! Em honra ao Charlie Brown (sabiam que o Snoopy é um Beagle?) e ao meu filme adorado do Willy Wonka!!

Dói-Dói

Sim é verdade, além de todas as alegrrias, de todas as obrigações, dos vários passeios diários, das festinhas e das lambidelas, ainda existe mais uma outra vertente de acontecimentos caninos: as 1001 mazelas que o os cães vão arranjando com o tempo e que bem podem ser muitas. Afinal, não é por acaso que até já existem seguros para cães.
O Charlie como não gosta de ser diferente dos outros, arranjou no espaço de uma semana dois problemas. Primeiro uma infeção na pele. Começou por uma barriguita vermelhita, umas coçadelas aqui e ali, e dias depois uma barriguita consistentemente vermelha e umas borbulhitas por aqui e por ali espalhadas. Depois de falar com a Vet, achamos que foi o resultado da sua primeira ida à praia com direito a banho de mar (este deve ter sido o problema), afinal àgua do mar é boa para nós mas não para eles... e se vão ao mar devem sempre ser lavados com água-doce a seguir. Para cão de caça é muito resistente sem dúvida!! O segundo nem percebemos muito bem o que era à primeira... a Dra. Liliana - que diga-se de passagem de quem o Charlie gosta muito - disse-nos que é "normal" acontecer ou digamos que pelo menos é usual. Sabem aquela pálpebra que os animais tem a mais que nós (normalmente é mais visível nos gatos)?? Pois essa mesma inchou, teve um torção, deu um nó ou-coisa-que-o-valha... Descansou-nos mas deixou-nos com a habitual preocupação de "pais": "vão para casa, comprimido e pomada a ver se cura. Voltem para a semana." E lá fomos.
Para vos explicar melhor segue abaixo a foto do mais recente dói-dói do Charlie:

Lá que faz impressão faz e lá que dá trabalho também dá dada a necessidade de por pomada todos os dias, o que como devem imaginar não tem a colaboração do Charlie!
Por agora esperamos ansiosamente que tudo isto passe, e que não hajam muitas mais mazelas!

25 de setembro de 2012

Não se aguenta

O D. goza comigo pois estou sempre a falar com o cão! E estou é verdade e ele percebe-me!! Pelo menos o tom vá. Mas vivo na esperança de ele ladrar para me responder e me dar razão. Ou isso ou me chamar querida de volta pois eu estou sempre (ou quase) é a mima-lo e a dizer que bãi se aguenta a beleza e a doçura que ele é!!
Não se aguenta não que aquele cãi é uma ternurinha sem fim! E faz asneirada pois faz, e muita, mas quando está bem comportado é o melhor cão do mundo!

22 de setembro de 2012

A derradeira pergunta

Ontem encontrei uma amiga do colégio no paredão, andámos juntas na escola desde pequenitas, interrompemos por uns anos de liceu, e voltamos a encontrar-nos na universidade.
Pela aliança foi óbvio que me tinha casado, apontei para o D., já uns passos mais à frente com o Charlie, e disse que sim tinha casado e que tínhamos um cão, super orgulhosa da minha (recém) família!! E não é que vem de novo assombrar a pergunta... Então e o bébé?
O bebé? Qual bebé? O bebé? Ohhh a derradeira tinha que chegar! Quando namorávamos era ver as tias, os tios, os amigos afastados, os primos, os colegas a fervilhar para perguntar mês sim mês não pelo casório. Casámos entretanto e julguei que tinham acabado os interrogatórios... Não podia estar mais enganada, pois quando voltámos da lua-de-mel recomeçou o questionário, mas desta vez em relação a possíveis rebentos!
Eu não me ofendo, a sério que não, mas às vezes já se torna monótono para não dizer chatinho. Às vezes apetece-me responder as coisas mais mirabulantes que me lembro na altura, mas pelo seguro faço um sorrisinho para não levantar falsos boatos porque já se sabe como os comentários voam rápido.
Há pessoas como a M. que ontem que perguntou com graça, com o seu ar doce, há outras que o devem fazer mesmo porque já não sabem o que dizer e é só mesmo conversa de circunstância, assim mais ou menos como perguntarem pelo tempo a um desconhecido no elevador... Se calhar é com medo que a conversa se esgote!!
Isto tudo para dizer que a nossa resposta sempre foi "nós é mais cães"! Achavam então eles que era piada, mas pairava mesmo a nossa vontade de termos um cachorro apesar de na altura ser apenas uma finta disfarçada assim só para empatar a questão sem responder a nada...
Sempre tivemos animais em casa dos nossos pais e queríamos ter novamente. Mesmo sabendo que dão uma trabalheira e que obrigam a horário e a muita disciplina.
Tanto pendinchei que tive! Qualquer dia conto o quanto "sofri" para trazer um cá para casa já, pois era um querer mútuo mas não com o mesmo timming! (Já disse alguma vez que o D. é sempre muito mais sensato que eu?)

5 de setembro de 2012

varanda a prova de cao

E com algum atraso está pronta a nossa varanda da cozinha à-prova-de-cão!
Andavamos já há algum tempo a querer fazer isto mas sem criarmos a oportunidade. Finalmente fomos ao Aki e comprámos umas daquelas palhinhas de vedação que servem 1001 propósitos que lhe queiramos dar e pusemos mãos-à-obra.
Depois de muito xaraviscar, acalmou e ganhou um biscoito por bom comportamento. Espermos que dure!

4 de setembro de 2012

Despedida matinal

Sabemos que o Charlie está a ficar crescido quando ele já reconhece algumas situações.
De manhã, cheguei a ter que largar tudo no chão (mala, lancheira, chaves) e ir a correr escada a baixo para o apanhar e trazer de volta a casa. Era uma excitação todas as manhas quando eu tentava sair de casa a todo o custo sem que ele fugisse ou se escapasse pelo meio das minhas pernas para o corredor. Às vezes usei mesmo um biscoito para o subornar e comprar a calma dele, nem era bem a calma, era mais o facto de ele ficar quieto (o famoso senta e fica) pra receber o biscoito e eu me escapulir em paz.
Entretanto sentava-ficava mas quando pousava o biscoito no chão e lhe dava ordem de o poder ir comer já não ia, mas acho q ficava meio amuado comigo por saber que me ia embora sem ele.
Hoje em dia tem perfeita noção do que vai acontecer. Quando estou para sair está ora sentado, ora deitado à porta à minha espera, eu baixo-me ao pé dele, e faço-lhe muitas festas. Ele ali fica sem pingo de excitação só muita mimalhice e muito beijinho com aquele fiambre que eu adoro! Fica sossegadinho e adorável, molinho a receber festinhas! E quando me levanto para sair fica quieto a olhar para mim e a ver-me ir embora e a dizer adeus.
Acho que agora é ele que me tenta subornar a ficar com tanto charme e bom comportamento!! Queria, mas não posso. Amanha há mais!

28 de agosto de 2012

modas

Isto lá em casa é de marés, de asneiras e de amores também.
Em tempos não passava um dia sem que o Charlie tentasse roer o nosso bar-mesa de ferro, hoje em dia não lhe toca, mas chama um figo ao sofá se o deixarmos. Antes deitava-se na estante para ficar letrado, hoje em dia deita-se ao comprido no chão atravessado na sua almofada.
Antigamente depois de nós jantarmos ia para o colo de quem estava no cadeirão* e roía sem parar um osso de couro que ainda estivesse decente, hoje em dia cheira o osso e dá meia volta para ir buscar o frango de borracha para a brincadeira.
Qual será a próxima asneirada e a próxima delícia permitida!?

*nunca de pequenino se sentou ao colo de alguém no sofá a ver se a barreira pegava. aos poucos vai pegando sim!

27 de agosto de 2012

my dog's friends

O primeiro amigo que fez foi um retriever bolinha-de-pêlo adorável bebezolas também que conheceu no parque. Já não me lembro do nome dele, só me lembro de mim e da dona do Retriever enrroladíssimas nas trelas!
Até agora aos fins-de-semana o Charlie tem feito sempre amigos! As primeiras foram a Eclair e a Bianca, umas lindas Bouvier Bernois, de uma amiga nossa. Ele mínimo ao pé delas mas nem por isso ficou tímido!
Seguiu-se a Boofa, uma rafeira adolescente gira que se farta, adoptada por uns amigos nossos que a trouxeram do Algarve. Numa noite de Verão ficaram os amantes do Santini a ver estes dois travarem amizade!
Houve ainda o Buddy, outro beagle, que se cruzou comnosco na praia de S. Pedro. Reza a história que a dona dele nos contou que tinha também 4 meses nascido no mesmo dia do Charlie! Não sei o que pensar já que o Buddy era o dobro do Charlie, mais gordinho e muito patusco. Uma de nós está enganada quanto à idade do animal, porque há crianças maiores que outras, pois há, mas assim tão diferentes não me cheira. Excusado será dizer que o D e a senhora minha mãe acham que nós é que temos razão, nem põem outra hipótese!! Seja como fôr, com a mesma idade ou não, nunca o tinha visto brincar com qualquer outro cão desta maneira. Não sei se percebem que são "primos" mas a satisfação, a camaradagem, o à vontade foram exclusivos neste play date!!
Que venham mais!!

Chick magnet

O que não disse sobre a saída noturna do Charlie, na noite em que conheceu a Boofa, foi que também o D conheceu duas bifas no alto dos seus saltos e dos seus vestidos-maxi-cintos que prontamente se agacharam para dar umas festinhas ao Charlie enquanto eu fui buscar uma bebida ao balcão!! E não bastando, eu fui obrigada a conhecer um rapaz que me veio informar que quase achou que eu lhe tinha roubado o cão pois tinha um igualzinho ("não está bem a ver, é igualzinho") ao meu em casa, isto claro enquanto foi a vez do D ir pedir mais limão ao balcão.
Portanto meus amigos, se acham que estão com a vida social em maré-baixa arranjem um cão. Levem o dos amigos a passear, ofereçam-se para tomar conta de um por um fim-de-semana enquantos os donos vão experimentar aquele hotel que queriam e não aceita cães. Ponho as mãos no fogo em como arranjam mais um ou dois numeros de telefone! No parque, na praia, nos bares, é certinho!

Our dog is adorable

Sábado com o dono doente e a dona entre o trabalho-casa-trabalho quase aos turnos não durmiu as horas diárias de sono, sendo assim a sesta veio umas horas mais tarde já à tardinha e no cadeirão do Charlie que os donos perderam a cabeça e deixaram.

Relatos de rua

Ia eu em mais um passeio durante a tarde quando uma senhora passa por nós e chama o Charlie para lhe dar umas festas. Entre festas e falinhas mansas diz que cheira a gato, e mais umas palavras à frente solta a frase que me deixou perplexa: "eu não sou muito de animais sabe? Mas também não sou capaz de lhes fazer mal".
Really? Não é muito de animais? Mas tem gatos e chamou o meu cão na rua para lhe dar festas sem ninguém sequer olhar para si primeiro...
Olha que esta!!

24 de agosto de 2012

passeios de carro

Começámos por levar o Charlie no banco de trás. Cobrimos os bancos com resguardos de cama de bébé* e estes com as toalhas de praia velhas que coleccionamos aos milhares (nunca soube para quê, mas agora demos-lhes uso) e o Charlie lá ia, sentado sempre com um de nós a fazer de cão-de-guarda. Foi assim que veio de trás-do-sol posto para a linha, foi assim que começou a ir ao vet, e que foi e veio do Algarve. No início era tudo muito perigoso na cabeça dele - os solavancos nas lombas, o para-arranca, as travagens - de modo que ia sossegadinho-feito-cachorro-bem-comportado. Mas foi sol de pouca dura, pois cedo percebeu que há todo um mundo novo de possibilidades atractivas se saltar para o chão e se escapulir para debaixo dos bancos da frente. Caso fosse contrariado também percebeu que tinha espaço suficiente para fazer de nós o seu próprio pitéu e roía os nosso braços (ou qualquer outra parte que apanhasse a jeito) a torto e a direito! Impossível portanto de aturar protanto. Mea culpa que devíamos educá-lo, e estamos a fazer, mas demora e estas batalhas são sempre para travar!
a primeira vez que andou de carro na sua vida, com 2 meses
Houve ainda um episódio em que conseguiu saltar para a chapeleira  que logo logo se desiquilibrou com o peso de sua excelência e virou-se, causando o pânico da criatura e o nosso, mesmo antes de ver pelo retrovisor que quem seguia atrás de nós era um carro da polícia. Sempre encorajador.
Ainda pensei em pô-lo no porta-bagagens, mas para além de claustrofóbico podia ser catastrófico uma vez que nenhum de nós lá cabia para o ensinar e impedir de roer fosse o que fosse que ele decidisse fazer de isco. Note-se que ainda me pergunto como me preocupo com o sentimento de claustrofobia a ratazana de esgoto que um dia me levou às lágrimas no banco de trás com tamanhos amores com que presenteou os meus braços.
Passando esta hipótese à frente sem a testar, passámos à fase 2 de o levar à frente nos pés do lugar do morto. Vantagens: nenhum de nós vai de chauffer ao outro e ao Charlie; o Charlie vai no chão e nós num plano superior; o Charlie tem um menor espaço de manobra para fazer asneira e é mais facilmente controlável. So far so good! Não é o céu sempre, mas já o é na maioria das vezes o que me está a agradar!!
sossegado a dormir aos meus pés, fase 2 - com 3 meses
Posto isto, ainda não sei se descobrimos a fórmula certa para os passeios de carro, mas estamos no bom caminho!
*ainda tenho que escrever sobre as semelhanças entre um puppy e um baby que são algumas!

tipo ginásio

Estava a pensar que isto "é tipo" ginásio. Falha-se uma vez, falham-se 10 seguidas! Mas porque não me quero esquecer das diabruras e das aventuras do Charlie nesta fase, I promise myself que vou voltar à escrita nos próximos dias!

16 de agosto de 2012

O comando é meo

Seja de quem for, andámos de rabo para o ar à procura do comando do meo durante 3 dias. Levou sumiço tal qual "papão levou para o ar" - como dizia o meu pai à minha avó quando escondia alguma coisa - e era ver-me de cócoras ora a procurar o comando, ora a mudar os canais na caixinha de que eu não sei o nome.
O meu marido encontrou-o finalmente, estava debaixo da estante. Qual de nós o terá posto lá ??

E a mania persiste

A mania do momento diga-se, que quando esta for virá outra comcerteza.
Mas nesta altura do campeonato o apetite pelo sofa grande, sentar-se deitar-se e correr em cima dele braço a braço como se isso tornasse tudo dele mantém-se!

A minha velocidade para o tirar de lá é tão eficaz que nem me ocorre tirar uma forografiazinha que seja, mas vou tentar lembrar-me para a próxima!

13 de agosto de 2012

rituais

Tal e qual como os bebés os cachorros também são criaturinhas de hábitos. Aqueles a que os voluntariamente os acostumamos e aqueles que sem querer criámos sem saber. O Charlie não é excepção e já tem os seus hábitos/manias.
Hora de dormir é quando a luz do corredor está apagada e já lhe deixamos na cama dele o cobertor cor-de-laranja com que dorme desde a primeira semana em que chegou a nossa casa.
Quando chego a casa ao fim-do-dia de trabalho, o que queria era dar-lhe comida, mas não. Tenho de me sentar no banquinho da cozinha ao pé da janela com ele ao colo para umas festas valentes a matar saudades. Diga-se que este ritual é bom a qualquer hora do dia, mas indispensável ao chegar a casa. Pergunto-me quanto mais tempo ele vai caber assim no meu colo e as minhas pernas adorar tal mordomia?!

últimas vacinas

Este sábado foi dia do Charlie levar as últimas vacinas! Depois do passeio matinal um reforço de biscoitos e off we go para as vacinas. Depois de refilar um bocado no carro - o arranque é sempre crítico - lá acalmou e dormitou. Chegou a Cascais calmo e com o rabo a abanar quando estacionamos o carro.
Não o levamos ao Vet mais perto de nós, preferímos fazer os 10km de passeio para o levar a um Vet da nossa famiília animal, que já trataram do Ervilha e do Indy e que hoje também tratam da Nala (a gata da minha mãe). São uma equipa fantástica em que gostamos de todos. Uma empresa familiar com uma (já) grande dimensão que toma bem conta do recado. Confiamos 100% nos conselhos deles e até agora sempre resultou bem. Para além de tratarem super bem dos animais, sempre com boa disposição e simpatia, tem uma loja fantástica para os clientes. Ainda saímos de lá com um osso oferido ao Charlie, que me faz lembrar o sugo que ganhava sempre que ia à minha pediatra.
Chegou com 2.4kg a nossa casa no dia 16 de Junho e pesa agora 6.9kg! Está grande e pesado!! Porta-se melhor, até já se senta e fica na marquesa do gabinete. Tinha fama de maricas por lá, mas portou-se à altura e perdeu-a. Choraminga sempre e muito mas por falta de mimos não por ser obrigado a engulir o desparasitante nem por levar a pica do cocktail de vacinas. Se alguém chega à sala e não o cumprimenta aí sim chama a atenção mas com agulhas e comprimidões é muito bravo!

10 de agosto de 2012

temos mania nova

Já tinha acontecido uma vez mas ainda não se tinha repetido. À noite na hora do relax em que ele roi o osso ora no nosso colo ora no chão, estavamos sentados descansadamente no sofá quando o Charlie salta direitinho para o cadeirão onde nos sentamos às vezes com ele ao colo. Olha que esta?!
Bem sei que é lá que nos sentamos quando o temos ao colo, nunca no sofá, mas daí a ser o "sofá" dele quando nós estamos no nosso vai um passo grande!
Ficamos de olhos arregalados estupefactos com tal iniciativa e eu fiz bem pior, a ver a desfaçatez calma dele ao subir e deitar-se lá como se nada fosse desatei-me a rir com a asneira dele. Safado, com um ar super descontraído nem a por sequer a hipótese de ter ido para onde não lhe pertence. Calmamente a tomar posse do que não é dele. Pusemo-lo no chão, umas quantas vezes porque ele teimou em repetir a graça, até que o convencemos a roer o osso no chão ao pé de nós.
Tivemos que ser teimosos também para o tirar de lá e foi estranho porque ficámos divididos entre o "deixamos-não deixamos". E verdade, ainda não pensámos muito nisso. No grande nem pensar, e no cadeirão?
Hoje de manha fiquei a indagar com os meus botões se quem deixa os cães ficarem no sofá deitados, é porque não se importam ou porque não conseguiram ensinar a não ir para lá :)
Ainda me lembro do Charlie a correr sala fora e a saltar subir para o cadeirão, bater com a barrigotas e a cair para trás. Voltar atrás e tentar de novo, nunca bem sucedido, e agora pimba! Vamos ver se se repete!

9 de agosto de 2012

depois de acordar e antes de sair de casa

O período que passa desde que acordo até sair de casa é todo um acontecimento para mim com um cão bebezolas em casa (que é o mesmo que dizer uma amostra de cão com mania que é gente).
Give praise to the lord, que tenho um maridão impecável que acorda mais cedo que eu para uma sucessão de eventos a que sou portanto poupada. Aos olhos de um leigo parece simplesmente xixi, comida, cocozada na rua, mas não é!
Passo a explicar: 1) o Charlie acorda ensonado que só ele e da noite para o dia dá-lhe a excitação da vida e começa de imediato a saltar e correr e a pedir festas (será que fica admirado por acordar todos os dias?) de modo que o passo do "xixi" facilmente se transforma numa verdadeira escolta do Charlie à casa-de-banho dele* para uma xixizada matinal que não falha mal acorda. E neste caso não vale a pena tentar que ele aguente até à rua (pelo menos por enquanto) pois ele não vai aguentar! Parece as pessoas (shame on me) que dormem uma noite toda aflitinhas só para não se levantarem, de modo que assim que se levantam só têm uma direcção, a da casinha. 2) Com esta tarefa completada passamos ao passo que está praticamente dominado, a alimentação. Depois de muitos treinos dedicados a este processo alcançamos o Ouro, já não salta, já não morde, já não nos olha como se fosse a sua última refeição, e mal lhe damos a ordem senta-se e espera sentado a olhar para nós, mesmo com o prato da comida já no chão até lhe darmos a ordem de ir comer! 3) Já sabe que vai a rua por isso fica outra vez muito contente, entre o contido e o descontrolado ainda ao sabor da nossa sorte, assim que vê a trela. Lá dizemos um "senta, fica" com a mão levantada em sinal de stop, e pomos a trela quanto antes. De imediato acha que a trela é a sua pastilha-elástica até chegar à porta-da-rua. Passeia faz a cocozada dele cada vez mais rapidamente, basta uma volta ao quarteirão em vez da maratona de marcha que tínhamos antes de completar para que ele nos presenteasse.
Volta para casa e a esta hora quando saio do quarto vem direitinho que nem uma flecha dar-me os bons dias num excitex que só visto e que controlo -ou tento- até acabar o pequeno almoço. Por essa altura já estou encarregue de sua Exª. Dom Charlie que me oferece sempre mais umas xixizadas de amor nem sempre no sítio certo, mas lá chegaremos! De véspera já guardo tudo no closet, carteira-chaves-oculos de sol, para poder sair directa para a rua sem passar por mais lado nenhum para não ter mais passos a dificultar-me a vida.
Finalmente, para sair de casa, suborno-o com um biscoito na mão enquanto me torno mestre na arte do "senta, fica" e lhe ofereço um biscoito para sair de casa sossegada sem que ele dispare porta fora e fuja pelas escadas como já aconteceu.
* e sim, é um facto, o Charlie tem a sua própria casa-de-banho lá em casa.

8 de agosto de 2012

Friends magnet

Passear ao fim-do-dia no parque com o cão é sempre uma aventura! Para não falar nas 1001 coisas que ele tenta comer em menos de um minuto - que parece que está simplesmente a tentar bater um record - há as dezenas de pessoas que se metem com ele e param à conversa a cada passo que damos.
É simpático, até é! E fico babada porque me dizem que o Charlie é lindo e é realmente! Mas às tantas é demais! Quando o excitam e ele começa a puxar e a arreganhar a dentola em vez de serem serezinhos normais e começarem a evacuação, não, ficam teimosinhos que só eles a chatear-me a vida e a desinquietar o cão ao máximo.

Claro que nem sempre é assim e também há boas surpresas! Hoje dois irmãos miuditos vieram fazer umas festinhas ao Charlie! Pediram licença tal qual meninos bem educados e super calmos fizeram-lhe umas festas, até se sentaram ao pé dele na relva com o devido espaço, e espertos que foram quando eu lhe ia dar um biscoito pediram para ser eles a dar. Partiram ao meio e deram metade cada um. O Charlie comeu, despediram-se dele com mais umas festas e de mim com um "xau boa tarde". Educadinhos e calmos como o Charlie eu, mais eu que ele honestamente, gostamos!

it's all about our dog

E é mesmo! Adoptei com o meu marido um beagle há mês e meio e já temos tantas histórios que decidi começar a registá-las para me divertir e para mais tarde recordar. E qui ça vos divertir a vocês também com as aventuras do Charlie.