28 de agosto de 2012

modas

Isto lá em casa é de marés, de asneiras e de amores também.
Em tempos não passava um dia sem que o Charlie tentasse roer o nosso bar-mesa de ferro, hoje em dia não lhe toca, mas chama um figo ao sofá se o deixarmos. Antes deitava-se na estante para ficar letrado, hoje em dia deita-se ao comprido no chão atravessado na sua almofada.
Antigamente depois de nós jantarmos ia para o colo de quem estava no cadeirão* e roía sem parar um osso de couro que ainda estivesse decente, hoje em dia cheira o osso e dá meia volta para ir buscar o frango de borracha para a brincadeira.
Qual será a próxima asneirada e a próxima delícia permitida!?

*nunca de pequenino se sentou ao colo de alguém no sofá a ver se a barreira pegava. aos poucos vai pegando sim!

27 de agosto de 2012

my dog's friends

O primeiro amigo que fez foi um retriever bolinha-de-pêlo adorável bebezolas também que conheceu no parque. Já não me lembro do nome dele, só me lembro de mim e da dona do Retriever enrroladíssimas nas trelas!
Até agora aos fins-de-semana o Charlie tem feito sempre amigos! As primeiras foram a Eclair e a Bianca, umas lindas Bouvier Bernois, de uma amiga nossa. Ele mínimo ao pé delas mas nem por isso ficou tímido!
Seguiu-se a Boofa, uma rafeira adolescente gira que se farta, adoptada por uns amigos nossos que a trouxeram do Algarve. Numa noite de Verão ficaram os amantes do Santini a ver estes dois travarem amizade!
Houve ainda o Buddy, outro beagle, que se cruzou comnosco na praia de S. Pedro. Reza a história que a dona dele nos contou que tinha também 4 meses nascido no mesmo dia do Charlie! Não sei o que pensar já que o Buddy era o dobro do Charlie, mais gordinho e muito patusco. Uma de nós está enganada quanto à idade do animal, porque há crianças maiores que outras, pois há, mas assim tão diferentes não me cheira. Excusado será dizer que o D e a senhora minha mãe acham que nós é que temos razão, nem põem outra hipótese!! Seja como fôr, com a mesma idade ou não, nunca o tinha visto brincar com qualquer outro cão desta maneira. Não sei se percebem que são "primos" mas a satisfação, a camaradagem, o à vontade foram exclusivos neste play date!!
Que venham mais!!

Chick magnet

O que não disse sobre a saída noturna do Charlie, na noite em que conheceu a Boofa, foi que também o D conheceu duas bifas no alto dos seus saltos e dos seus vestidos-maxi-cintos que prontamente se agacharam para dar umas festinhas ao Charlie enquanto eu fui buscar uma bebida ao balcão!! E não bastando, eu fui obrigada a conhecer um rapaz que me veio informar que quase achou que eu lhe tinha roubado o cão pois tinha um igualzinho ("não está bem a ver, é igualzinho") ao meu em casa, isto claro enquanto foi a vez do D ir pedir mais limão ao balcão.
Portanto meus amigos, se acham que estão com a vida social em maré-baixa arranjem um cão. Levem o dos amigos a passear, ofereçam-se para tomar conta de um por um fim-de-semana enquantos os donos vão experimentar aquele hotel que queriam e não aceita cães. Ponho as mãos no fogo em como arranjam mais um ou dois numeros de telefone! No parque, na praia, nos bares, é certinho!

Our dog is adorable

Sábado com o dono doente e a dona entre o trabalho-casa-trabalho quase aos turnos não durmiu as horas diárias de sono, sendo assim a sesta veio umas horas mais tarde já à tardinha e no cadeirão do Charlie que os donos perderam a cabeça e deixaram.

Relatos de rua

Ia eu em mais um passeio durante a tarde quando uma senhora passa por nós e chama o Charlie para lhe dar umas festas. Entre festas e falinhas mansas diz que cheira a gato, e mais umas palavras à frente solta a frase que me deixou perplexa: "eu não sou muito de animais sabe? Mas também não sou capaz de lhes fazer mal".
Really? Não é muito de animais? Mas tem gatos e chamou o meu cão na rua para lhe dar festas sem ninguém sequer olhar para si primeiro...
Olha que esta!!

24 de agosto de 2012

passeios de carro

Começámos por levar o Charlie no banco de trás. Cobrimos os bancos com resguardos de cama de bébé* e estes com as toalhas de praia velhas que coleccionamos aos milhares (nunca soube para quê, mas agora demos-lhes uso) e o Charlie lá ia, sentado sempre com um de nós a fazer de cão-de-guarda. Foi assim que veio de trás-do-sol posto para a linha, foi assim que começou a ir ao vet, e que foi e veio do Algarve. No início era tudo muito perigoso na cabeça dele - os solavancos nas lombas, o para-arranca, as travagens - de modo que ia sossegadinho-feito-cachorro-bem-comportado. Mas foi sol de pouca dura, pois cedo percebeu que há todo um mundo novo de possibilidades atractivas se saltar para o chão e se escapulir para debaixo dos bancos da frente. Caso fosse contrariado também percebeu que tinha espaço suficiente para fazer de nós o seu próprio pitéu e roía os nosso braços (ou qualquer outra parte que apanhasse a jeito) a torto e a direito! Impossível portanto de aturar protanto. Mea culpa que devíamos educá-lo, e estamos a fazer, mas demora e estas batalhas são sempre para travar!
a primeira vez que andou de carro na sua vida, com 2 meses
Houve ainda um episódio em que conseguiu saltar para a chapeleira  que logo logo se desiquilibrou com o peso de sua excelência e virou-se, causando o pânico da criatura e o nosso, mesmo antes de ver pelo retrovisor que quem seguia atrás de nós era um carro da polícia. Sempre encorajador.
Ainda pensei em pô-lo no porta-bagagens, mas para além de claustrofóbico podia ser catastrófico uma vez que nenhum de nós lá cabia para o ensinar e impedir de roer fosse o que fosse que ele decidisse fazer de isco. Note-se que ainda me pergunto como me preocupo com o sentimento de claustrofobia a ratazana de esgoto que um dia me levou às lágrimas no banco de trás com tamanhos amores com que presenteou os meus braços.
Passando esta hipótese à frente sem a testar, passámos à fase 2 de o levar à frente nos pés do lugar do morto. Vantagens: nenhum de nós vai de chauffer ao outro e ao Charlie; o Charlie vai no chão e nós num plano superior; o Charlie tem um menor espaço de manobra para fazer asneira e é mais facilmente controlável. So far so good! Não é o céu sempre, mas já o é na maioria das vezes o que me está a agradar!!
sossegado a dormir aos meus pés, fase 2 - com 3 meses
Posto isto, ainda não sei se descobrimos a fórmula certa para os passeios de carro, mas estamos no bom caminho!
*ainda tenho que escrever sobre as semelhanças entre um puppy e um baby que são algumas!

tipo ginásio

Estava a pensar que isto "é tipo" ginásio. Falha-se uma vez, falham-se 10 seguidas! Mas porque não me quero esquecer das diabruras e das aventuras do Charlie nesta fase, I promise myself que vou voltar à escrita nos próximos dias!

16 de agosto de 2012

O comando é meo

Seja de quem for, andámos de rabo para o ar à procura do comando do meo durante 3 dias. Levou sumiço tal qual "papão levou para o ar" - como dizia o meu pai à minha avó quando escondia alguma coisa - e era ver-me de cócoras ora a procurar o comando, ora a mudar os canais na caixinha de que eu não sei o nome.
O meu marido encontrou-o finalmente, estava debaixo da estante. Qual de nós o terá posto lá ??

E a mania persiste

A mania do momento diga-se, que quando esta for virá outra comcerteza.
Mas nesta altura do campeonato o apetite pelo sofa grande, sentar-se deitar-se e correr em cima dele braço a braço como se isso tornasse tudo dele mantém-se!

A minha velocidade para o tirar de lá é tão eficaz que nem me ocorre tirar uma forografiazinha que seja, mas vou tentar lembrar-me para a próxima!

13 de agosto de 2012

rituais

Tal e qual como os bebés os cachorros também são criaturinhas de hábitos. Aqueles a que os voluntariamente os acostumamos e aqueles que sem querer criámos sem saber. O Charlie não é excepção e já tem os seus hábitos/manias.
Hora de dormir é quando a luz do corredor está apagada e já lhe deixamos na cama dele o cobertor cor-de-laranja com que dorme desde a primeira semana em que chegou a nossa casa.
Quando chego a casa ao fim-do-dia de trabalho, o que queria era dar-lhe comida, mas não. Tenho de me sentar no banquinho da cozinha ao pé da janela com ele ao colo para umas festas valentes a matar saudades. Diga-se que este ritual é bom a qualquer hora do dia, mas indispensável ao chegar a casa. Pergunto-me quanto mais tempo ele vai caber assim no meu colo e as minhas pernas adorar tal mordomia?!

últimas vacinas

Este sábado foi dia do Charlie levar as últimas vacinas! Depois do passeio matinal um reforço de biscoitos e off we go para as vacinas. Depois de refilar um bocado no carro - o arranque é sempre crítico - lá acalmou e dormitou. Chegou a Cascais calmo e com o rabo a abanar quando estacionamos o carro.
Não o levamos ao Vet mais perto de nós, preferímos fazer os 10km de passeio para o levar a um Vet da nossa famiília animal, que já trataram do Ervilha e do Indy e que hoje também tratam da Nala (a gata da minha mãe). São uma equipa fantástica em que gostamos de todos. Uma empresa familiar com uma (já) grande dimensão que toma bem conta do recado. Confiamos 100% nos conselhos deles e até agora sempre resultou bem. Para além de tratarem super bem dos animais, sempre com boa disposição e simpatia, tem uma loja fantástica para os clientes. Ainda saímos de lá com um osso oferido ao Charlie, que me faz lembrar o sugo que ganhava sempre que ia à minha pediatra.
Chegou com 2.4kg a nossa casa no dia 16 de Junho e pesa agora 6.9kg! Está grande e pesado!! Porta-se melhor, até já se senta e fica na marquesa do gabinete. Tinha fama de maricas por lá, mas portou-se à altura e perdeu-a. Choraminga sempre e muito mas por falta de mimos não por ser obrigado a engulir o desparasitante nem por levar a pica do cocktail de vacinas. Se alguém chega à sala e não o cumprimenta aí sim chama a atenção mas com agulhas e comprimidões é muito bravo!

10 de agosto de 2012

temos mania nova

Já tinha acontecido uma vez mas ainda não se tinha repetido. À noite na hora do relax em que ele roi o osso ora no nosso colo ora no chão, estavamos sentados descansadamente no sofá quando o Charlie salta direitinho para o cadeirão onde nos sentamos às vezes com ele ao colo. Olha que esta?!
Bem sei que é lá que nos sentamos quando o temos ao colo, nunca no sofá, mas daí a ser o "sofá" dele quando nós estamos no nosso vai um passo grande!
Ficamos de olhos arregalados estupefactos com tal iniciativa e eu fiz bem pior, a ver a desfaçatez calma dele ao subir e deitar-se lá como se nada fosse desatei-me a rir com a asneira dele. Safado, com um ar super descontraído nem a por sequer a hipótese de ter ido para onde não lhe pertence. Calmamente a tomar posse do que não é dele. Pusemo-lo no chão, umas quantas vezes porque ele teimou em repetir a graça, até que o convencemos a roer o osso no chão ao pé de nós.
Tivemos que ser teimosos também para o tirar de lá e foi estranho porque ficámos divididos entre o "deixamos-não deixamos". E verdade, ainda não pensámos muito nisso. No grande nem pensar, e no cadeirão?
Hoje de manha fiquei a indagar com os meus botões se quem deixa os cães ficarem no sofá deitados, é porque não se importam ou porque não conseguiram ensinar a não ir para lá :)
Ainda me lembro do Charlie a correr sala fora e a saltar subir para o cadeirão, bater com a barrigotas e a cair para trás. Voltar atrás e tentar de novo, nunca bem sucedido, e agora pimba! Vamos ver se se repete!

9 de agosto de 2012

depois de acordar e antes de sair de casa

O período que passa desde que acordo até sair de casa é todo um acontecimento para mim com um cão bebezolas em casa (que é o mesmo que dizer uma amostra de cão com mania que é gente).
Give praise to the lord, que tenho um maridão impecável que acorda mais cedo que eu para uma sucessão de eventos a que sou portanto poupada. Aos olhos de um leigo parece simplesmente xixi, comida, cocozada na rua, mas não é!
Passo a explicar: 1) o Charlie acorda ensonado que só ele e da noite para o dia dá-lhe a excitação da vida e começa de imediato a saltar e correr e a pedir festas (será que fica admirado por acordar todos os dias?) de modo que o passo do "xixi" facilmente se transforma numa verdadeira escolta do Charlie à casa-de-banho dele* para uma xixizada matinal que não falha mal acorda. E neste caso não vale a pena tentar que ele aguente até à rua (pelo menos por enquanto) pois ele não vai aguentar! Parece as pessoas (shame on me) que dormem uma noite toda aflitinhas só para não se levantarem, de modo que assim que se levantam só têm uma direcção, a da casinha. 2) Com esta tarefa completada passamos ao passo que está praticamente dominado, a alimentação. Depois de muitos treinos dedicados a este processo alcançamos o Ouro, já não salta, já não morde, já não nos olha como se fosse a sua última refeição, e mal lhe damos a ordem senta-se e espera sentado a olhar para nós, mesmo com o prato da comida já no chão até lhe darmos a ordem de ir comer! 3) Já sabe que vai a rua por isso fica outra vez muito contente, entre o contido e o descontrolado ainda ao sabor da nossa sorte, assim que vê a trela. Lá dizemos um "senta, fica" com a mão levantada em sinal de stop, e pomos a trela quanto antes. De imediato acha que a trela é a sua pastilha-elástica até chegar à porta-da-rua. Passeia faz a cocozada dele cada vez mais rapidamente, basta uma volta ao quarteirão em vez da maratona de marcha que tínhamos antes de completar para que ele nos presenteasse.
Volta para casa e a esta hora quando saio do quarto vem direitinho que nem uma flecha dar-me os bons dias num excitex que só visto e que controlo -ou tento- até acabar o pequeno almoço. Por essa altura já estou encarregue de sua Exª. Dom Charlie que me oferece sempre mais umas xixizadas de amor nem sempre no sítio certo, mas lá chegaremos! De véspera já guardo tudo no closet, carteira-chaves-oculos de sol, para poder sair directa para a rua sem passar por mais lado nenhum para não ter mais passos a dificultar-me a vida.
Finalmente, para sair de casa, suborno-o com um biscoito na mão enquanto me torno mestre na arte do "senta, fica" e lhe ofereço um biscoito para sair de casa sossegada sem que ele dispare porta fora e fuja pelas escadas como já aconteceu.
* e sim, é um facto, o Charlie tem a sua própria casa-de-banho lá em casa.

8 de agosto de 2012

Friends magnet

Passear ao fim-do-dia no parque com o cão é sempre uma aventura! Para não falar nas 1001 coisas que ele tenta comer em menos de um minuto - que parece que está simplesmente a tentar bater um record - há as dezenas de pessoas que se metem com ele e param à conversa a cada passo que damos.
É simpático, até é! E fico babada porque me dizem que o Charlie é lindo e é realmente! Mas às tantas é demais! Quando o excitam e ele começa a puxar e a arreganhar a dentola em vez de serem serezinhos normais e começarem a evacuação, não, ficam teimosinhos que só eles a chatear-me a vida e a desinquietar o cão ao máximo.

Claro que nem sempre é assim e também há boas surpresas! Hoje dois irmãos miuditos vieram fazer umas festinhas ao Charlie! Pediram licença tal qual meninos bem educados e super calmos fizeram-lhe umas festas, até se sentaram ao pé dele na relva com o devido espaço, e espertos que foram quando eu lhe ia dar um biscoito pediram para ser eles a dar. Partiram ao meio e deram metade cada um. O Charlie comeu, despediram-se dele com mais umas festas e de mim com um "xau boa tarde". Educadinhos e calmos como o Charlie eu, mais eu que ele honestamente, gostamos!

it's all about our dog

E é mesmo! Adoptei com o meu marido um beagle há mês e meio e já temos tantas histórios que decidi começar a registá-las para me divertir e para mais tarde recordar. E qui ça vos divertir a vocês também com as aventuras do Charlie.