25 de setembro de 2012

Não se aguenta

O D. goza comigo pois estou sempre a falar com o cão! E estou é verdade e ele percebe-me!! Pelo menos o tom vá. Mas vivo na esperança de ele ladrar para me responder e me dar razão. Ou isso ou me chamar querida de volta pois eu estou sempre (ou quase) é a mima-lo e a dizer que bãi se aguenta a beleza e a doçura que ele é!!
Não se aguenta não que aquele cãi é uma ternurinha sem fim! E faz asneirada pois faz, e muita, mas quando está bem comportado é o melhor cão do mundo!

22 de setembro de 2012

A derradeira pergunta

Ontem encontrei uma amiga do colégio no paredão, andámos juntas na escola desde pequenitas, interrompemos por uns anos de liceu, e voltamos a encontrar-nos na universidade.
Pela aliança foi óbvio que me tinha casado, apontei para o D., já uns passos mais à frente com o Charlie, e disse que sim tinha casado e que tínhamos um cão, super orgulhosa da minha (recém) família!! E não é que vem de novo assombrar a pergunta... Então e o bébé?
O bebé? Qual bebé? O bebé? Ohhh a derradeira tinha que chegar! Quando namorávamos era ver as tias, os tios, os amigos afastados, os primos, os colegas a fervilhar para perguntar mês sim mês não pelo casório. Casámos entretanto e julguei que tinham acabado os interrogatórios... Não podia estar mais enganada, pois quando voltámos da lua-de-mel recomeçou o questionário, mas desta vez em relação a possíveis rebentos!
Eu não me ofendo, a sério que não, mas às vezes já se torna monótono para não dizer chatinho. Às vezes apetece-me responder as coisas mais mirabulantes que me lembro na altura, mas pelo seguro faço um sorrisinho para não levantar falsos boatos porque já se sabe como os comentários voam rápido.
Há pessoas como a M. que ontem que perguntou com graça, com o seu ar doce, há outras que o devem fazer mesmo porque já não sabem o que dizer e é só mesmo conversa de circunstância, assim mais ou menos como perguntarem pelo tempo a um desconhecido no elevador... Se calhar é com medo que a conversa se esgote!!
Isto tudo para dizer que a nossa resposta sempre foi "nós é mais cães"! Achavam então eles que era piada, mas pairava mesmo a nossa vontade de termos um cachorro apesar de na altura ser apenas uma finta disfarçada assim só para empatar a questão sem responder a nada...
Sempre tivemos animais em casa dos nossos pais e queríamos ter novamente. Mesmo sabendo que dão uma trabalheira e que obrigam a horário e a muita disciplina.
Tanto pendinchei que tive! Qualquer dia conto o quanto "sofri" para trazer um cá para casa já, pois era um querer mútuo mas não com o mesmo timming! (Já disse alguma vez que o D. é sempre muito mais sensato que eu?)

5 de setembro de 2012

varanda a prova de cao

E com algum atraso está pronta a nossa varanda da cozinha à-prova-de-cão!
Andavamos já há algum tempo a querer fazer isto mas sem criarmos a oportunidade. Finalmente fomos ao Aki e comprámos umas daquelas palhinhas de vedação que servem 1001 propósitos que lhe queiramos dar e pusemos mãos-à-obra.
Depois de muito xaraviscar, acalmou e ganhou um biscoito por bom comportamento. Espermos que dure!

4 de setembro de 2012

Despedida matinal

Sabemos que o Charlie está a ficar crescido quando ele já reconhece algumas situações.
De manhã, cheguei a ter que largar tudo no chão (mala, lancheira, chaves) e ir a correr escada a baixo para o apanhar e trazer de volta a casa. Era uma excitação todas as manhas quando eu tentava sair de casa a todo o custo sem que ele fugisse ou se escapasse pelo meio das minhas pernas para o corredor. Às vezes usei mesmo um biscoito para o subornar e comprar a calma dele, nem era bem a calma, era mais o facto de ele ficar quieto (o famoso senta e fica) pra receber o biscoito e eu me escapulir em paz.
Entretanto sentava-ficava mas quando pousava o biscoito no chão e lhe dava ordem de o poder ir comer já não ia, mas acho q ficava meio amuado comigo por saber que me ia embora sem ele.
Hoje em dia tem perfeita noção do que vai acontecer. Quando estou para sair está ora sentado, ora deitado à porta à minha espera, eu baixo-me ao pé dele, e faço-lhe muitas festas. Ele ali fica sem pingo de excitação só muita mimalhice e muito beijinho com aquele fiambre que eu adoro! Fica sossegadinho e adorável, molinho a receber festinhas! E quando me levanto para sair fica quieto a olhar para mim e a ver-me ir embora e a dizer adeus.
Acho que agora é ele que me tenta subornar a ficar com tanto charme e bom comportamento!! Queria, mas não posso. Amanha há mais!