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23 de outubro de 2012

passear sempre com trela

Ora ontem falei nos básicos de um passeio à rua, e para mim é tão óbvio que não mencionei, mas às vezes parece que o que é óbvio para nós passa despercebido ao senso comum de muitos. E com isto quero alertar para o uso da TRELA!
Há trelas de todos as cores e feitios, se não gostam de estrafegar o vosso cão e vos faz confusão a sofreguidão com que passeiam às vezes, das duas uma: ou compram uma trela peitoral ou ensinam o vosso cão a passear "junto" e a não puxar. Eu pelo sim pelo não opto pelas duas, o Charlie só ainda não tem a peitoral pois ainda está em fase de crescimento e prefiro comprá-la quando ele tiver tamanho suficiente para essa trela durar, sem a ter que trocar em 2 meses.
Mas não perdendo o fio à meada, lembro-me de uma série de razões pelas quais passear os cães com a trela não só é útil como essencial!
Pensando nos vossos cães:
- Evitam que vos fuja e corra descontrolado para onde vocês não o apanham caso queira perseguir um cheiro, um trilho, um som, ou até uma namorada em potência.
- Evitam que seja atropelado se decidir saltar tipo relâmpago para a estrada ou para a frente de um carro.
- Evitam que rasgue a saia de alguma senhora que passe e que seja mais cintilante de forma a chamar a atenção, ou que roube o pedaço de pão que o menino leva na mão quando regressa da escola.
- Evitam que abocanhe alguém ou que coma restos e porcarias que estão espalhados pelo chão (particularmente crítico com o Charlie).
- Evitam que faça a sua cocozada escondidos ou em sítios onde nós não chegamos, e assim não há o perigo de não a conseguimos apanhar.
Na verdade, quase todas estas coisas podem igualmente acontecer, basta irmos distraídos e confiantes, que com um puxão valente o cão bem nos pode surpreender. Mas, com a trela na maioria dos casos tudo isto se evita e o passeio tem uma maior probabilidade de correr bem, de ser controlado e sem surpresas desagradáveis.
E "o cãozinho não morde", boa desculpa! Pois não costuma morder, mas issoo é até ao dia que o chatearem ou que lhe der uma coisinha má porque infelizmente os azares acontecem. E até pode ter sido porque alguém o irritou, mas se estiver ao pé de si, talvez não aconteça porque você não deixa.
E se agora pensarmos nos outros, quão desagradável não é ir na rua e ser surpreendido por um cão que corre desvairado. E quando pisamos caca que não foi apanhada, não é uma real seca? E quando até vamos a passear o nosso cão e vemos um cão que vem solto e é o dobro do nosso?
Por todas as razões e mais alguma, usem a trela meus caros! Dá um jeitão e todos agradecem!
Para mais vantagens vejam o blog da Trela e  Companhia, como sempre ensina-nos e está cheio de bons conselhos!

11 de outubro de 2012

passeios minados

Há um tema que nunca falei mas que me assola muitas vezes o dia-a-dia. Adoro a zona onde moramos, mas uma coisa que me irrita bastante é quantidade de caca que adorna os passeios do nosso bairro. Na minha opinião acho que não se trata mais do que de falta de educação.
Temos um vizinho que passeia 2 cães de porte grande que deixam umas cocozadas tão grandes que mais parecem de cavalos. E fazem bem, têm de o fazer, o parvalhão do dono é que não cumpre a obrigação dele e não apanha nada... Pergunto-me às vezes se ele gostará de pisar uma "prenda" destas quando vai na rua? Ou se tiver miudos se não se importa de os ter que estar sempre a afastar deste reais montinhos do mau cheiro?
No Trela e Companhia encontrei uma foto que não podia ser mais a calhar que foi encontrada aqui e que achei genial. Direta de mais para não copiar.
E se pensam ter um cão, ou se têm um, não se esqueçam que esta é uma das orbigações. Apanhar as cocozadas dele. E é mais que natural, não é nojo nenhum, antes pelo contrário. Porcaria é deixarem-na ficar no chão por onde provavelmente até vocês vão voltar a passar. É tão natural como mudar a fralda a um bebé e limpar-lhe o rabiosque, e melhor porque a última parte não têm de fazer!!

3 de outubro de 2012

paixão por jardins

Jardins, parques, quintais, em suma tudo se resume a uma coisa: RELVA! O nosso cão adora uma boa relvinha. Assim que a cheira começa logo freneticamente a puxar em direcção de tamanho pedaço de terra, seja ele grande ou minúsculo. O que interessa é que seja verde, "peluda" e cheire a terra.
Primeiro corre na direcção da relva, dá uns pulitos de alegria tipo-só-para-testar-se-é-real, corre um bocado depara satisfazer a alegria e depois deita-se a "bandeiras despregadas". Bem sei que esta expressão refere-se usualmente ao riso, mas eu quando o vi deitado assim pela primeira vez percebi logo que era a mesma coisa neste caso! Assim a modos que um frango com o pernil esticado para trás como se não houvesse cartilagem por lado nenhum daquele corpo. Quanto mais contacto da barriga houver com a relva melhor está o Charlie. Mas a sessão de relaxamento não demora muito portanto há que espreguiçar, levantar e snifar, que isto uma ida à relva sem direito a snifança não é digna!
Ontem chegámos os dois a casa ao mesmo tempo, antes era sempre assim e agora nunca é assim. Mas ontem aconteceu, no mesmo horário, no mesmo comboio, na mesma carruagem, tal e qual filme romântico. Mas claro está, tarde infelizmente e por isso nada de Parque aberto para o Charlie.
O Charlie passa o portão, fica a questionar-se internamente muito sossegado a olhar para lá para dentro. Da primeira vez choramingou, ontem já menos piegas aceitou o facto e seguiu comnosco para a praia. Está visto que se acabaram as nossas idas ao Parque de uma forma diária, para o ano haverá mais!

2 de outubro de 2012

horário de inverno

Oh Crap! Já começou a chegar o "horário de inverno". Ainda não mudámos a hora oficialmente mas o novo horário já se faz sentir.
Após chegar ontem a casa e de ser recebida como uma rainha pelo Charlie, com direito a beijinhos na cara toda que me fazem sempre rir e enchem de boa disposição, lá fui eu dar uma volta com ele para o compensar de ter ficado sozinho um tempão. Como ele adora ir ao jardim lá fomos nós muito direitinhos quando para meu espanto e forte admiração: i) reparo que estava uma senhora com a filha pela mão parada à porta a olhar para o o jardim; ii) quando espreito lá para dentro, através da verdação ainda sem estar mesmo à porta, vejo o jardim vazio...
Oh Clemência, Oh Tristeza! Jardim fechado = Charlie triste e choramingão. Cá está ele, chegou de masinho mas já se faz notar - eis o horário de Inverno! Vamos ver quantas vezes vou conseguir sair a tempo de ir ao jardim antes das 18h. Ou isso ou tenho que arranjar uma relva alternativa para o nosso cão se espreguiçar!
Posto isto, arregaçamos mangas e fomos passear até ao paredão da nossa praia, cheirar a maresia, e ver os passarocos que por lá se andam também a passear. Já com os bares todos a fechar e com uns quantos velhotes agasalhados a quadrilhar. A mim também me soube bem, sentar na pedra por uns momentos ao Charlie bem sei que não tanto como o parque, mas ganhou um biscoito enquanto me fez companhia, e esticou as pernas que era o objectivo também!

27 de agosto de 2012

my dog's friends

O primeiro amigo que fez foi um retriever bolinha-de-pêlo adorável bebezolas também que conheceu no parque. Já não me lembro do nome dele, só me lembro de mim e da dona do Retriever enrroladíssimas nas trelas!
Até agora aos fins-de-semana o Charlie tem feito sempre amigos! As primeiras foram a Eclair e a Bianca, umas lindas Bouvier Bernois, de uma amiga nossa. Ele mínimo ao pé delas mas nem por isso ficou tímido!
Seguiu-se a Boofa, uma rafeira adolescente gira que se farta, adoptada por uns amigos nossos que a trouxeram do Algarve. Numa noite de Verão ficaram os amantes do Santini a ver estes dois travarem amizade!
Houve ainda o Buddy, outro beagle, que se cruzou comnosco na praia de S. Pedro. Reza a história que a dona dele nos contou que tinha também 4 meses nascido no mesmo dia do Charlie! Não sei o que pensar já que o Buddy era o dobro do Charlie, mais gordinho e muito patusco. Uma de nós está enganada quanto à idade do animal, porque há crianças maiores que outras, pois há, mas assim tão diferentes não me cheira. Excusado será dizer que o D e a senhora minha mãe acham que nós é que temos razão, nem põem outra hipótese!! Seja como fôr, com a mesma idade ou não, nunca o tinha visto brincar com qualquer outro cão desta maneira. Não sei se percebem que são "primos" mas a satisfação, a camaradagem, o à vontade foram exclusivos neste play date!!
Que venham mais!!

Chick magnet

O que não disse sobre a saída noturna do Charlie, na noite em que conheceu a Boofa, foi que também o D conheceu duas bifas no alto dos seus saltos e dos seus vestidos-maxi-cintos que prontamente se agacharam para dar umas festinhas ao Charlie enquanto eu fui buscar uma bebida ao balcão!! E não bastando, eu fui obrigada a conhecer um rapaz que me veio informar que quase achou que eu lhe tinha roubado o cão pois tinha um igualzinho ("não está bem a ver, é igualzinho") ao meu em casa, isto claro enquanto foi a vez do D ir pedir mais limão ao balcão.
Portanto meus amigos, se acham que estão com a vida social em maré-baixa arranjem um cão. Levem o dos amigos a passear, ofereçam-se para tomar conta de um por um fim-de-semana enquantos os donos vão experimentar aquele hotel que queriam e não aceita cães. Ponho as mãos no fogo em como arranjam mais um ou dois numeros de telefone! No parque, na praia, nos bares, é certinho!

Relatos de rua

Ia eu em mais um passeio durante a tarde quando uma senhora passa por nós e chama o Charlie para lhe dar umas festas. Entre festas e falinhas mansas diz que cheira a gato, e mais umas palavras à frente solta a frase que me deixou perplexa: "eu não sou muito de animais sabe? Mas também não sou capaz de lhes fazer mal".
Really? Não é muito de animais? Mas tem gatos e chamou o meu cão na rua para lhe dar festas sem ninguém sequer olhar para si primeiro...
Olha que esta!!

24 de agosto de 2012

passeios de carro

Começámos por levar o Charlie no banco de trás. Cobrimos os bancos com resguardos de cama de bébé* e estes com as toalhas de praia velhas que coleccionamos aos milhares (nunca soube para quê, mas agora demos-lhes uso) e o Charlie lá ia, sentado sempre com um de nós a fazer de cão-de-guarda. Foi assim que veio de trás-do-sol posto para a linha, foi assim que começou a ir ao vet, e que foi e veio do Algarve. No início era tudo muito perigoso na cabeça dele - os solavancos nas lombas, o para-arranca, as travagens - de modo que ia sossegadinho-feito-cachorro-bem-comportado. Mas foi sol de pouca dura, pois cedo percebeu que há todo um mundo novo de possibilidades atractivas se saltar para o chão e se escapulir para debaixo dos bancos da frente. Caso fosse contrariado também percebeu que tinha espaço suficiente para fazer de nós o seu próprio pitéu e roía os nosso braços (ou qualquer outra parte que apanhasse a jeito) a torto e a direito! Impossível portanto de aturar protanto. Mea culpa que devíamos educá-lo, e estamos a fazer, mas demora e estas batalhas são sempre para travar!
a primeira vez que andou de carro na sua vida, com 2 meses
Houve ainda um episódio em que conseguiu saltar para a chapeleira  que logo logo se desiquilibrou com o peso de sua excelência e virou-se, causando o pânico da criatura e o nosso, mesmo antes de ver pelo retrovisor que quem seguia atrás de nós era um carro da polícia. Sempre encorajador.
Ainda pensei em pô-lo no porta-bagagens, mas para além de claustrofóbico podia ser catastrófico uma vez que nenhum de nós lá cabia para o ensinar e impedir de roer fosse o que fosse que ele decidisse fazer de isco. Note-se que ainda me pergunto como me preocupo com o sentimento de claustrofobia a ratazana de esgoto que um dia me levou às lágrimas no banco de trás com tamanhos amores com que presenteou os meus braços.
Passando esta hipótese à frente sem a testar, passámos à fase 2 de o levar à frente nos pés do lugar do morto. Vantagens: nenhum de nós vai de chauffer ao outro e ao Charlie; o Charlie vai no chão e nós num plano superior; o Charlie tem um menor espaço de manobra para fazer asneira e é mais facilmente controlável. So far so good! Não é o céu sempre, mas já o é na maioria das vezes o que me está a agradar!!
sossegado a dormir aos meus pés, fase 2 - com 3 meses
Posto isto, ainda não sei se descobrimos a fórmula certa para os passeios de carro, mas estamos no bom caminho!
*ainda tenho que escrever sobre as semelhanças entre um puppy e um baby que são algumas!

8 de agosto de 2012

Friends magnet

Passear ao fim-do-dia no parque com o cão é sempre uma aventura! Para não falar nas 1001 coisas que ele tenta comer em menos de um minuto - que parece que está simplesmente a tentar bater um record - há as dezenas de pessoas que se metem com ele e param à conversa a cada passo que damos.
É simpático, até é! E fico babada porque me dizem que o Charlie é lindo e é realmente! Mas às tantas é demais! Quando o excitam e ele começa a puxar e a arreganhar a dentola em vez de serem serezinhos normais e começarem a evacuação, não, ficam teimosinhos que só eles a chatear-me a vida e a desinquietar o cão ao máximo.

Claro que nem sempre é assim e também há boas surpresas! Hoje dois irmãos miuditos vieram fazer umas festinhas ao Charlie! Pediram licença tal qual meninos bem educados e super calmos fizeram-lhe umas festas, até se sentaram ao pé dele na relva com o devido espaço, e espertos que foram quando eu lhe ia dar um biscoito pediram para ser eles a dar. Partiram ao meio e deram metade cada um. O Charlie comeu, despediram-se dele com mais umas festas e de mim com um "xau boa tarde". Educadinhos e calmos como o Charlie eu, mais eu que ele honestamente, gostamos!