24 de agosto de 2012

passeios de carro

Começámos por levar o Charlie no banco de trás. Cobrimos os bancos com resguardos de cama de bébé* e estes com as toalhas de praia velhas que coleccionamos aos milhares (nunca soube para quê, mas agora demos-lhes uso) e o Charlie lá ia, sentado sempre com um de nós a fazer de cão-de-guarda. Foi assim que veio de trás-do-sol posto para a linha, foi assim que começou a ir ao vet, e que foi e veio do Algarve. No início era tudo muito perigoso na cabeça dele - os solavancos nas lombas, o para-arranca, as travagens - de modo que ia sossegadinho-feito-cachorro-bem-comportado. Mas foi sol de pouca dura, pois cedo percebeu que há todo um mundo novo de possibilidades atractivas se saltar para o chão e se escapulir para debaixo dos bancos da frente. Caso fosse contrariado também percebeu que tinha espaço suficiente para fazer de nós o seu próprio pitéu e roía os nosso braços (ou qualquer outra parte que apanhasse a jeito) a torto e a direito! Impossível portanto de aturar protanto. Mea culpa que devíamos educá-lo, e estamos a fazer, mas demora e estas batalhas são sempre para travar!
a primeira vez que andou de carro na sua vida, com 2 meses
Houve ainda um episódio em que conseguiu saltar para a chapeleira  que logo logo se desiquilibrou com o peso de sua excelência e virou-se, causando o pânico da criatura e o nosso, mesmo antes de ver pelo retrovisor que quem seguia atrás de nós era um carro da polícia. Sempre encorajador.
Ainda pensei em pô-lo no porta-bagagens, mas para além de claustrofóbico podia ser catastrófico uma vez que nenhum de nós lá cabia para o ensinar e impedir de roer fosse o que fosse que ele decidisse fazer de isco. Note-se que ainda me pergunto como me preocupo com o sentimento de claustrofobia a ratazana de esgoto que um dia me levou às lágrimas no banco de trás com tamanhos amores com que presenteou os meus braços.
Passando esta hipótese à frente sem a testar, passámos à fase 2 de o levar à frente nos pés do lugar do morto. Vantagens: nenhum de nós vai de chauffer ao outro e ao Charlie; o Charlie vai no chão e nós num plano superior; o Charlie tem um menor espaço de manobra para fazer asneira e é mais facilmente controlável. So far so good! Não é o céu sempre, mas já o é na maioria das vezes o que me está a agradar!!
sossegado a dormir aos meus pés, fase 2 - com 3 meses
Posto isto, ainda não sei se descobrimos a fórmula certa para os passeios de carro, mas estamos no bom caminho!
*ainda tenho que escrever sobre as semelhanças entre um puppy e um baby que são algumas!

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